Monthly Archives: March 2012

PAIXÃO NUMA NOITE DE INVERNO, Eloisa James

Para mudar um tantinho de registo…

Este é em português e li-o ontem. Valeu a pena.

Rezam as críticas que Paixão numa noite de Inverno é “um romance formoso, com uma história de amor bonita e um desenlace curioso que, certamente, irá apelar a um vasto leque de leitores, principalmente leitoras.” http://pedacinho-literario.blogspot.pt/2011/10/paixao-numa-noite-de-inverno-eloisa.html. Concordo.

Lembram-se, com certeza da Mrs. Bennett (Orgulho e Preconceito). E da Miss Mary Crawford (Mansfield Park)? Então, se querem ver o que daria de um cruzamento entre as duas, leiam a Paixão e descubram o resultado em Lady Flora Selby. A mulher é um demónio! E tudo se desenrola como se desenrola devido à sua mania de querer casar a filha com um duque e que as senhoras da alta sociedade não fazem coisas que as outras mulheres fazem e por isso é bom que o seu, recente e rico, genro arranje uma amante para não incomodar a sua linda, obediente e ingénua filha com requisitos conjugais. A pobre Perdita fez um excelente trabalho a servir os seus desejos descontrolados.” DAH!!! Com um homem como o duque John Fletcher, quem não quereria?

Mas a história tá bem engendrada. Tem uma narrativa engraçada e uns percalços giros e até tem interesse científico. Os naturalistas vão achar muito engraçado. Foi das poucas vezes em que li um livro onde a heroína não se resignava ao facto de ser “dondoca” apesar das influências nefastas da mãe e onde se desenvolve um verdadeiro gosto por “coisas curiosas da vida”.

Gostaria, contudo, que o Villiers e a Charlotte tivessem sido mais desenvolvidos. São cá dois muito divertidos e sarcásticos.

Outra coisa que gostaria de ter visto era o desenrolar da mãe depois do facto consumado. Ou seja, do regresso da filha ao matrimónio. Teria sido giro e não tão pronto. Mas não se pode ter tudo. De qualquer das forma, li-o em cerca de 4 horas, daí que seja uma leitura leve e engraçada. Recomendo para dias mais leves.

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THE LAST MAN IN THE WORLD, Abigail Reynolds

Tem coisas que não consigo explicar. Não sei por que carga de água fui para à página da www.amozon.co.uk mas a verdade é que quando lá entrei (há já alguns anitos) de lá não me consigo escapar. Tudo devido à Jane Austen. Tudo, de alguma forma, na minha vida, vai parar a ela. Não sei se já vos tinha dito isso…

Falei-vos do From From Lambton to Longbourn na última vez que cá postei. Ora bem, está mais que na altura de vos falar de outro… e que outro! The Last Man in the World, li-o e reli-o em 2009 até quase saber de cor o que lá dizia o Mr. Darcy ou a Lizzy. Hum… abri o livro e li “In a moment, when we leave the trees, you will be able to see the house” veio-o à ideia Pemberley da versão de 19995. Claro! Para mim não há outra Pemberley que não aquela (http://en.wikipedia.org/wiki/Lyme_Hall). Pensei: já se deu a cerimónia e tudo está perfeito, feliz e contente. Cá nada! É aqui que começa o twist da história.

Como se de um rewind à história principal se tratasse, The Last Man in the World põe a nossa queridíssima Lizzy no papel de zangada, frustrada, triste e resignada com o fa(r)do de estar casada com o arrogante e prepotente (as if) Mr. Darcy. Com alguns avanços e recuos na ação, com a entrada de uma Miss Darcy mais arrojada do que habitualmente vemos, conseguimos até simpatizar com a dor da heroína e de querer bater no Darcy por ser tão convencido. Mas (e há sempre um mas) com o passar do tempo, heis que ela acaba por descobrir que não tem tão grande fardo, assim. E digo-vos já que este livro tem duas cenas que eu ADORO! Uma é no capítulo 11 e outra, no 16. Lindas! A Abigail disse-me que estava a chorar quando escreveu a cena em que eu choro quando leio, do capítulo 11. A partir daí, começam os diálogos interessantes entre os dois. Aliás, já antes haviam tido alguns diálogos engraçados, mas só depois é que a ironia e os jogos verbais e sexuais começam a ganhar vida, mais vida. E a Lizzy, como “mistress of a grand estate” mostra-se muito eficiente e bondosa. Têm de ler o livro, mas deixo-vos uma pitadinha:

“As you wish, sir. I believe she wept a little and asked if you meant it; then, on your affirmation, she left. She did not return for several days, although she instructed me to inform her as to your condition every few hours. She mostly kept to her rooms, except when she was visiting tenants.

Visiting tenants?”

Ai, Mr Dracy, se tu soubesses… Ai, Mr. Darcy, Mr. Darcy… what a comedy of errors (http://en.wikipedia.org/wiki/The_Comedy_of_Errors).

Escusado será dizer que a presença do primo Fitzwilliam vai provocar um azedinho à relação do casal maravilha e que o nosso odioso Mr. Wickham também terá a sua cota parte na ação. Contudo, desta vez, gosto da presença dele, pois é graças à aparição do raio do soldado que finalmente o Darcy acredita nela quando ela diz… não vou dizer. Leiam a obra. Vale a pena. 🙂

P.S.: Por motivos alheios à vontade de aqui escrever, não pude colocar este ou outros posts mais cedo. Peço desculpa a todos vós que se sentiram defraudados pela minha promessa. Tentarei não vos falhar mais.

A todos os que seguem o que tenho a dizer, o meu MUITO OBRIGADO!

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