THE LAST MAN IN THE WORLD, Abigail Reynolds

Tem coisas que não consigo explicar. Não sei por que carga de água fui para à página da www.amozon.co.uk mas a verdade é que quando lá entrei (há já alguns anitos) de lá não me consigo escapar. Tudo devido à Jane Austen. Tudo, de alguma forma, na minha vida, vai parar a ela. Não sei se já vos tinha dito isso…

Falei-vos do From From Lambton to Longbourn na última vez que cá postei. Ora bem, está mais que na altura de vos falar de outro… e que outro! The Last Man in the World, li-o e reli-o em 2009 até quase saber de cor o que lá dizia o Mr. Darcy ou a Lizzy. Hum… abri o livro e li “In a moment, when we leave the trees, you will be able to see the house” veio-o à ideia Pemberley da versão de 19995. Claro! Para mim não há outra Pemberley que não aquela (http://en.wikipedia.org/wiki/Lyme_Hall). Pensei: já se deu a cerimónia e tudo está perfeito, feliz e contente. Cá nada! É aqui que começa o twist da história.

Como se de um rewind à história principal se tratasse, The Last Man in the World põe a nossa queridíssima Lizzy no papel de zangada, frustrada, triste e resignada com o fa(r)do de estar casada com o arrogante e prepotente (as if) Mr. Darcy. Com alguns avanços e recuos na ação, com a entrada de uma Miss Darcy mais arrojada do que habitualmente vemos, conseguimos até simpatizar com a dor da heroína e de querer bater no Darcy por ser tão convencido. Mas (e há sempre um mas) com o passar do tempo, heis que ela acaba por descobrir que não tem tão grande fardo, assim. E digo-vos já que este livro tem duas cenas que eu ADORO! Uma é no capítulo 11 e outra, no 16. Lindas! A Abigail disse-me que estava a chorar quando escreveu a cena em que eu choro quando leio, do capítulo 11. A partir daí, começam os diálogos interessantes entre os dois. Aliás, já antes haviam tido alguns diálogos engraçados, mas só depois é que a ironia e os jogos verbais e sexuais começam a ganhar vida, mais vida. E a Lizzy, como “mistress of a grand estate” mostra-se muito eficiente e bondosa. Têm de ler o livro, mas deixo-vos uma pitadinha:

“As you wish, sir. I believe she wept a little and asked if you meant it; then, on your affirmation, she left. She did not return for several days, although she instructed me to inform her as to your condition every few hours. She mostly kept to her rooms, except when she was visiting tenants.

Visiting tenants?”

Ai, Mr Dracy, se tu soubesses… Ai, Mr. Darcy, Mr. Darcy… what a comedy of errors (http://en.wikipedia.org/wiki/The_Comedy_of_Errors).

Escusado será dizer que a presença do primo Fitzwilliam vai provocar um azedinho à relação do casal maravilha e que o nosso odioso Mr. Wickham também terá a sua cota parte na ação. Contudo, desta vez, gosto da presença dele, pois é graças à aparição do raio do soldado que finalmente o Darcy acredita nela quando ela diz… não vou dizer. Leiam a obra. Vale a pena. 🙂

P.S.: Por motivos alheios à vontade de aqui escrever, não pude colocar este ou outros posts mais cedo. Peço desculpa a todos vós que se sentiram defraudados pela minha promessa. Tentarei não vos falhar mais.

A todos os que seguem o que tenho a dizer, o meu MUITO OBRIGADO!

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