Monthly Archives: April 2012

MR. DARCY’S OBSESSION, Abigail Reynolds

Mais um da Abigail Reynolds, que comprei no http://www.amazon.co.uk/s/ref=nb_sb_ss_i_0_12?url=search-alias%3Daps&field-keywords=mr+darcy%27s+obsession&x=0&y=0&sprefix=mr+darcy%27s+o%2Caps%2C372

Enquanto ela escrever continuações e/ou variações, terei sempre um comentário. Ela é uma das minhas autoras favoritas, no que concerne à Jane Austen e a histórias similares.

Aqui vão alguma linhas sobre o que podem encontrar na obra, para aguçar o apetite. Giro é tentarem ver quem diz  quê e quando. 😉

There are some losses, I suppose, that one never forgets.”

It was reassuring t know he had a trace of self-control left.”

My duty to them.”

disliked you? Of course not. (…)”

Could it possible be that had cared for him, had in fact wanted to kiss her?”

Though it mystifies me.”

And you will not deny me?”

And I feared my family would create a scene!

Neste, há coisas que acho piada. Outras que nem tanto, mas não deixa de ser engraçado ler uma variação do O&P.

 “Only a man with an excellent sense of humor would choose to marry me,” Elizabeth said with a knowing smile.”

 É assim que quase acaba o livro. E de quem é que ela fala, de quem? Do nosso queridíssimo Mr. Darcy, claro! Desde o início da obra, a obsessão dele, por ela, é tanta que ele muda a sua maneira de ser. Quer dizer, por ela e por aquilo que o Mr. Bingley diz – finalmente alguém sem medo de ralhar com ele, para além da Lizzy.

Nesta obra, há coisas que diferem da original: o Mr. Bingley, a Miss Darcy e a Miss Bennet têm personalidades bem mais vincadas; não aparece a chata de Miss Bingley. (Thank God for that!); há a inclusão das personagens do Charlie e da Mary e um grupo de familiares do William, meio que estranhos. As duas famílias principais passam a ter mais em comum do que se pensaria em primeiro lugar e devido a isso creio que não seria mau de todo se houvesse uma continuidade a essa mesma obra. Para mim, ficou a faltar o reencontro da Georgiana com o filho e a vida da Mary como “prima” do Darcy. Acho que dava uma continuação gira.

De resto, tem tudo o que a outra tem (e não tem nada a haver com a Cornélia – ;). Tem comentários irónicos, comentários espertinhos, um tu-para-cá e um tu-para-lá muito divertido, uns mal entendidos bem conseguidos (à custa de mais um pedido de casamento desastroso do Darcy) e uns toques de desejo carnal muito subtis mas que acabam por envolver as personagens em situações de verdadeiro amor e carinho. Aliás, nesta obra, o carácter sexual entre as personagens sente-se mas não se lê, o que não deixa de ser uma “lufada de ar fresco”.

É uma variação com poucos twists mas com algumas diferenças da original que podem nos colocar à prova, não só pelos conhecimentos que temos da original mas como também até que ponto é que nos deixamos ir na corrente das variações.

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AFFINITY AND AFFECTION, Susan Adriani

Comprei-o em 2009. Li-o em Maio e depois em Julho. Gostei.

“Oh, good God ! he thought with rising panic, Why is she staring at me like that? Surely she cannot possibly be aware of…?”

A história começa em Netherfield, quando a Jane se vê adoentada. A história já tem um correr de narrativa diferente da original, logo aí. A relação entre Lizzy e o Mr. Dracy é sempre igual: “twists and turns” e espirituosa.

Lizzy sabe da história do Wickham pela voz do Darcy e, devo-vos dizer que esse diálogo é muito interessante. O querer e o não querer do Darcy, em estar perto da Lizzy é avassalador. E, quando ele descobre que ela foi acostada pelo vilão…

“(…) but perhaps, you might do better to inquire after the pleasure of Miss Elizabeth Bennet’s evening, of which I can most heartily assure you there was none.”

… ui… adorei a reação dele. Máscula, mas ao mesmo tempo não deixa de ser irritante. A sério! Ele leva tanto tempo a decidir-se… Mas, a cena da vitrina, na cidade, ai… ai… ai… que é tão saborosa:

“(…) You will not touch her! You will not look at her! You will not think of her! And you will never, ever …”

Depois daí em diante é só “love and love”. Por vezes, o discurso é demasiado apaixonado. Deamsiado. Por vezes cansa de tanto amor ser professado.

Mas nenhuma história ficaria completa sem algo ou alguém para atrapalhar. Nesta, lá vem a interferência do Mr. Collins (que continua bastante irritante e continua a deixar-me capaz de cometer um assassinato… ehhhrrrk!); da Miss Bingley (que está mais estúpida que nunca… se é que isso pode acontecer); e, claro, da Mrs. Catherine DeBourgh. Oh meu Deus! Que alminhas mais irritantes. Mas o Darcy revela-se homem para todas as ocasiões. Oh oh!

Todo o livro transpira a sentimento. Parece que a autora passou por algo assim, pois só passando se sabe transmitir. Tem muitas cenas em que nos vem as lágrimas aos olhos ou a irritação à alma, ou ainda o desprezo à pele. Tudo emana das palavras da autora. Na cena quando a Lizzy sabe sobre o “noivado” do seu amado com a prima, sente-se bem o pesar dela. Acreditem! Sente-se!

Para quem é purista, ou seja, leva as tradições ou etiqueta do século XVIII muito a peito e quem não acredita em dobrar essas mesmas regras, não vai achar muita piada a este livro. Tem muito de sensual e erótico em muitas cenas, algumas das quais não vai, de todo, ao encontro com o típico pensamento vitoriano (se bem que, na calada, eles também as faziam, mas…)

“Am I mistaken in my assumption that the only formality which remains for your marriage to Elizabeth is the actual ceremony itself?”

As figuras de maior destaque na original, tornam-se um pouco mais fortes e resolutas, o que é bom ver, principalmente o Mr. Bennet e as irmãs Bennet. “Thank God for that!”. Pelo menos a Lydia sofreu um bocadinho (o que já não era sem tempo) e o Wickham finalmente teve o que merecia.

O resto da história é previsível e “pink”, mas tendo em conta todo o enredo, não poderia ser diferente.

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