AFFINITY AND AFFECTION, Susan Adriani

Comprei-o em 2009. Li-o em Maio e depois em Julho. Gostei.

“Oh, good God ! he thought with rising panic, Why is she staring at me like that? Surely she cannot possibly be aware of…?”

A história começa em Netherfield, quando a Jane se vê adoentada. A história já tem um correr de narrativa diferente da original, logo aí. A relação entre Lizzy e o Mr. Dracy é sempre igual: “twists and turns” e espirituosa.

Lizzy sabe da história do Wickham pela voz do Darcy e, devo-vos dizer que esse diálogo é muito interessante. O querer e o não querer do Darcy, em estar perto da Lizzy é avassalador. E, quando ele descobre que ela foi acostada pelo vilão…

“(…) but perhaps, you might do better to inquire after the pleasure of Miss Elizabeth Bennet’s evening, of which I can most heartily assure you there was none.”

… ui… adorei a reação dele. Máscula, mas ao mesmo tempo não deixa de ser irritante. A sério! Ele leva tanto tempo a decidir-se… Mas, a cena da vitrina, na cidade, ai… ai… ai… que é tão saborosa:

“(…) You will not touch her! You will not look at her! You will not think of her! And you will never, ever …”

Depois daí em diante é só “love and love”. Por vezes, o discurso é demasiado apaixonado. Deamsiado. Por vezes cansa de tanto amor ser professado.

Mas nenhuma história ficaria completa sem algo ou alguém para atrapalhar. Nesta, lá vem a interferência do Mr. Collins (que continua bastante irritante e continua a deixar-me capaz de cometer um assassinato… ehhhrrrk!); da Miss Bingley (que está mais estúpida que nunca… se é que isso pode acontecer); e, claro, da Mrs. Catherine DeBourgh. Oh meu Deus! Que alminhas mais irritantes. Mas o Darcy revela-se homem para todas as ocasiões. Oh oh!

Todo o livro transpira a sentimento. Parece que a autora passou por algo assim, pois só passando se sabe transmitir. Tem muitas cenas em que nos vem as lágrimas aos olhos ou a irritação à alma, ou ainda o desprezo à pele. Tudo emana das palavras da autora. Na cena quando a Lizzy sabe sobre o “noivado” do seu amado com a prima, sente-se bem o pesar dela. Acreditem! Sente-se!

Para quem é purista, ou seja, leva as tradições ou etiqueta do século XVIII muito a peito e quem não acredita em dobrar essas mesmas regras, não vai achar muita piada a este livro. Tem muito de sensual e erótico em muitas cenas, algumas das quais não vai, de todo, ao encontro com o típico pensamento vitoriano (se bem que, na calada, eles também as faziam, mas…)

“Am I mistaken in my assumption that the only formality which remains for your marriage to Elizabeth is the actual ceremony itself?”

As figuras de maior destaque na original, tornam-se um pouco mais fortes e resolutas, o que é bom ver, principalmente o Mr. Bennet e as irmãs Bennet. “Thank God for that!”. Pelo menos a Lydia sofreu um bocadinho (o que já não era sem tempo) e o Wickham finalmente teve o que merecia.

O resto da história é previsível e “pink”, mas tendo em conta todo o enredo, não poderia ser diferente.

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1 Comment

Filed under JaneAusten's

One response to “AFFINITY AND AFFECTION, Susan Adriani

  1. Olá!
    Fiquei curiosa. Quero ler. 🙂
    O teu blog está cada vez mais interessante.
    Beijo.

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