Monthly Archives: May 2012

BEASTLY, Alex Finn

A história do filme segue Kyle Kingson, um jovem que tem tudo, inteligência, beleza, riqueza e boas oportunidades, mas possui uma personalidade perversa e cruel. Após humilhar uma colega de classe, ele é amaldiçoado por ela para se tornar tudo o que ele mais despreza. Enfurecido com a sua nova e horrível aparência, ele vai atrás da garota e descobre que só terá a sua beleza de volta se fizer com que alguém consiga amá-lo, algo que ele considera impossível. Ao ver no que o filho se tornou, o pai do garoto manda-o para Brooklyn com uma empregada e um professor cego. No local, ele se envolve com um viciado em drogas e sua filha, que o ajudarão a descobrir o verdadeiro amor.” in http://pt.wikipedia.org/wiki/Beastly

Bem, a história é mais ou menos assim, se bem que do filme para o livro vai uma grande diferença. E que diferença! Para quem não está bem a ver a coisa, aqui ficam os dois links mais interessantes sobre o filme e o livro:

http://beastlythemovie.com/

http://www.alexflinn.com/html/beastly.html

Primeiro, no filme, para o encanto das moçoilas mais impressionáveis, o lindo Kyle só ganha umas tatuagens muito atrativas; no livro, ele ganha um novo corpo, e pele. Ou melhor, pelo. Ele transforma-se, literalmente, num lobisomem. E, a partir daí, torna-se muito mais fácil acreditar em todos os outros momentos mágicos que o escritor nos cria.

É tipicamente pink, só com um twist ou outro.

No filme, nós temos a perceção que a Lindy fala nas redes sociais e no livro quem fala é ele… com um grupo de “transformados”. Há de tudo um pouco, mas a mais engraçada é a história da princesa e do sapo. Good old memories.

Outra grande diferença é a empregada. Mas, para isso vão ter que ler o livro. É giro: não tem grandes enredos nem filosofias complicadas nem grandes dramas. Tem as dúvidas habituais, os dramas teenagers que já estamos bem acostumados, enfim um livro para relaxar e não pensar e ainda, um livro para acreditar que ainda há magia e pink moments wherever you look carefully. .Lê-se bem. Li-o em três horas, do meu Kindle.

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IMPERATIVE_I, Linda Wells

 “Please understand Elizabeth, this is for both of us.”

Deus do céu! Se ela soubesse o que vinha depois disso…

Fiquei maravilhada com esta historia! Já há muito que não lia uma sequela ou “what if” de Orgulho e Preconceito que me prendesse de tal forma.

Comecei a lê-lo e depois li, e li, e continuei a ler até chegar ao fim e querer mais. Sorte minha que havia um volume II.

A história começa com uma ousadia sem precedente por parte do Darcy e tudo se desenrola a partir da estúpida decisão da Georgiana. Se na versão original nada chega a acontecer, nesta tudo a acontece e o nosso herói esmera-se para poder colocar a sua irmã e a sua família nas boas graças da “society’s propriety”. Não que ele se preocupe muito com ele, mas ele tenta a todo o custo sacrificar a sua vida em prol da da irmã. Oh, e que sacrifício… casar-se com aquele que lhe enche as medidas, daqui até à lua.

A história conta ainda com a adição de personagens novas, que muito contribuem para dar à narrativa um toque diferente e mais realista. Claro que o primo Fitzwilliam e o Wickham são personagens incontornáveis, bem como os tios da Lizzy. A relação entre todas elas, entre Samuel e a possíveis pretendentes a Pemberley, é deveras cativante. E os problemas do vício (até que ponto os vícios desenrolam as vidas de quem os consome e dos familiares) são bastante elucidativos. Todas as personagens servem bem um propósito e serve-no muito bem. Até a Mrs. Catherine DeBourgh é engraçada, nesta versão. Não apreciei, contudo, da forma como a Jane é retratada. Não acho que é a Jane que todos gostamos. Contudo, o comportamento dela sempre serve para podermos ter uma visão mais alargada sobre as várias perspetivas sobre a morte.

Gostei mesmo muito desse livro! Mas, chega a uma parte em que vemos que a coisa não desenrola e depois começa-se a sentir-se uma consumição por não se ver o final da história. Deus, que agonia! Mas, logo se descobre que há um segundo volume, onde tudo se desenrola na perfeição. Mas temos que ler o volume I, caso contrário não vamos ter a perceção de todos os elementos da história e, também, não vamos querer perder todos os comentários engraçados e espirituosos que todos na família Darcy têm.

Vale muito a pena ler, se tivermos a hipótese de ler o vol. II. Caso contrário, não leiam porque ficarão com ânsia de mais e mais e mais.

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LOVE AT FIRST FLIGHT, Marie Force

I do love him Barbara, and I’m going to do everything

I can to make this marriage work.”

Se pensar que esta é a típica frase de uma apaixonada, como num conto de fadas, desengane-se. Não é! Esta frase está quase no fim do livro e representa a dúvida constante entre a escolha que se tem de se fazer entre um amor passado e um amor presente; entre aquilo que sempre se teve e aquilo que se aprendeu a ter. Qual dos dois superará a fasquia do tempo?

Juliana e Michael encontram-se num sítio propício a novas amizades: aeroporto. Voo atrasado, histórias de vidas parecidas, destinos para um fim de semana, bem semelhantes. Vão sentados um ao lado do outro, de ida e de volta. E, como que se tudo tivesse acontecido pelas malhas de um escritor muito poderoso (neste caso, escritora), os dois acabam por viver muito mais do que uma viagem sentados lado a lado.

Um romance descortina-se. Frases ditas, muito a quente e muito apaixonadamente. Tudo debaixo de um clima de alta tensão. Michael Maguire é um advogado que tenta a todo o custo condenar uma família de mafiosos. O desenrolar da ação leva-nos aos famosos dramas policiais de Hollywood e até têm lógica. Não é só atirar situações complicadas para a fogueira, para incrementar a necessidade que se cria entre as duas personagens. Diria melhor, entre as três, já que o amor de toda a vida de Juliana Gregorio não dá sossego. Ou é ela quem não tem a coragem de romper com os laços que os une, ou uniu?

Gostei do livro porque, mesmo não sendo o desenrolar típico de romances do género, mostra até quando e até onde vai a fragilidade humana e até onde uma pessoa pode chegar para se sentir segura em mesmo e com os outros.

As personagens são bem construídas e, tendo em conta as mais variadas profissões que encontramos, todas ligadas uma às outras, dá para pensar que não podemos viver sozinhos.

É cor de rosa, sim, mas vale a pena ler!

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