Monthly Archives: June 2012

THE JOURNEY, Jan Hahn

Confesso que quando ouvi falar deste livro, a coisa não me apeteceu assim para o muito. Mas, era mais um e, como tenho aprendido ultimamente, é apenas mais uma oportunidade para… neste caso, conhecer novas personagens e uma nova autora. Ainda bem que o fiz.

Começa já com o “elemento perturbador da ação” ocorrido. Por um motivo lógico, dentro da história original, Mr. Darcy está na mesma carrugem que a Lizzy. Tudo bem, até aí. Diálogos interessantes, momentos um tanto constrangedores mas tudo dentro daquilo que conhecemos da Jane Austen. O mais emocionante é ver a carruagem a ser assaltada, o Darcy a ser protetor e a afirmar que era casado com a Lizzy. Aí começa a dança viva das pretenções e do começo da afinidade entre os nosso queridíssimos personagens. E, claro, ao bom jeito de uma história entre estes dois, desenganos e mal entendidos e disse que me disse quanto baste. Mas o Darcy tem o seu momento de heroismo e ela o de perdão. É lindo, quando eles se reencontram. E, astuto também! Nenhuma das personagens desilude aquilo que nós temos como delas.

“I knew that what I was doind was wrong, unacceptable, and improper, but I no longer cared about what was right, acceptable or within the rules of propriety. Londo society had already shunned me. What was one more transgression?”

“One cannot help whom one loves. If your heart is his, then…’ His voice died away, as though he had given up, that the attempt to speak was too much for him.” capítulo 14 do livro. Podem ler algo em: http://www.amazon.com/The-Journey-ebook/dp/B007N73IOI/ref=sr_1_1?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1340132679&sr=1-1&keywords=the+journey

Habitualmente, eu gosto de saber do aftermatch da obra em questão, esta… foi surpreendente. A conversa da Lizzy com o filho e a “coincidência” foram muito nicely played. Mostram a evolução do mundo e, claro, da própria história.

Vale muita pena o dinheiro e o tempo que se lhe investe. É um livro para guardar e reler, frequentemente!

Um dos meus favoritos, garantidamente!

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THE EARL NEXT DOOR, Amanda Grange

Para desenfastiar… romance histórico. 😀

http://www.amazon.com/The-Earl-Next-Door-ebook/dp/B007SWQTDU

Lendo a amostra, já sabia o que seria o fim. Tudo bem. Estava era curiosa para saber o meio. Pelo que tinha lido no sample, a história tinha problemas sociais, contexto histórico apelativo e personagens muito interessantes: ele seria uma espécie de mistura de um Darcy com um Fitzwilliam e com um Wickham. Nicely done! Ela, indubitavelmente, uma Lizzy com Miss Darcy. Para quem não sabe quem são (As if!), veja:

(http://www.amazon.com/Pride-and-Prejudice-ebook/dp/B000JMLFLW/ref=sr_1_1?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1340049281&sr=1-1&keywords=pride+and+prejudice)

A história mantem-nos sempre ligada ao correr da narrativa. É empolgante, é bem construída. Tem humor, amor, sedução, dúvia, tristeza e desenganos. Oh, desenganos é o que não falta. O que uma palavra mal dita ou mal entendida não faz! Coitada dela! Ele também não é pêra doce!

Ele, o Lord Ravensford, começa logo a matar. Vai tentando não fazer nada com ela, mas é de rir, as suas tentativas frustradas. Quando finalmente as coisas encarreiram… lá vem algo que os desespera e que ele não tem a calma nem o descernimento suficiente para a entender. No momento da biblioteca, that is.

A Marianne, para além de ser afoita e de ser espevitada, é direta e muito dona do seu nariz. Pelo menos, é ao que está habituada. Quando há alguém que a começa a proteger… arrebita-se-lhe mais o nariz e lá vem a mostarda toda. :D.

A obra é muito, muito divertida. Bem construída. Bem estruturada. Situações de dor e de desespero que nos fazem sentir como se fossemos a própria personagem. Gostei. Gostei muito. Fiquei colada ao meu Kindle e só o desliguei quando acabei de a ler (comprei-a e lia num dia).

Vale a pena ler! 🙂

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PRIDE AND PREJUDICE: A ROYAL DISPOSITION, Amy Cecil

Bem, eu já li muitos “after stories” do Orgulho e Preconceito, mas este… ai ai..

Ok, vamos lá ver uma coisa: que a Lizzy tenha uma posição social e financeira acima da do Darcy, acho muito bem. Já não era sem tempo. O problema está não no facto de ela ser a princess mas o facto de ela ser tão, mas tão dah!

Gostei do romance, em geral. As situações do original estão cá todas e todas com um twist muito engraçado. Ver o Darcy tão macambúzio pela Lizzy, é muito divertido pois não o imaginaria a sofrer assim, tão abertamente. Mas, a Lizzy a ser tão derrotista, tão parva nas suas escolhas é que me dá voltas à cabeça e não consigo conceber. Para a minha noção de Lizzy, não. Em termos de plot está bem construída. Ela tem as reações típicas da personagem visada a ela. Eu é que não gosto desta Elizabeth Bennet. Mas, sempre há http://www.amazon.com/Pride-Prejudice-A-Royal-Disposition/dp/1468116436 para comparação. O discurso dela aquando do acidente do Darcy é marcante.

Há dois pontos em que eu acho que a narrativa ficou forçada: o reconhecimento paternal e a presença do príncipe regente no baile do casamento. Não achei que a “transformação” deles fosse assim tão credível. Contudo, a presença do pai aquando do “bota abaixo” no Wickham é fenomenal! E o regente sempre serve para calar a Miss Bingley. A minha curiosidade ficou para morrer quando o livro termina e não se sabe se afinal o 4º filho é ou não uma menina. Irritante, porque fico com a sensação que a história começa-se a preparar para acabar, muito cedo. É uma sensação de “lets wrap it up”.

No geral, é engraçado. Mas se eu tivesse perdido mais tempo em ver o conceito e os comentários, se calhar não compraria e daí… se calhar comprava na mesma só para ter a certeza.

Não é mesmo o meu favorito mas também não é uma total perda de dinheiro/tempo.

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IMPERATIVE_II, Linda Wells

Neste segundo volume, continua-se a ler o mesmo ritmo e a mesma linha da ação que no primeiro. Uma boa parte da história desenrola-se na Escócia e depois no regressoa a casa, à nossa adorada Pemberley.

Em toda a narrativa, vê-se bem a construção do pensamento do Darcy e da Lizzy. Sentem-se as angústias deles dois de uma forma tremenda. Eu, pelo menos, senti. Vê-se também de onde vem, afinal, o tão famoso orgulho Darcy. It defenitely runs in the family. 🙂

A estrutura que é montada entre o passado e o presente, entre uma ação e as suas consequências. Ve-se, neste volume, esses temas muitíssimo bem retratados. Ao par destas frustrações/dores/arrependimentos/“e ses?” surge a questão de doenças ligadas a vícios diferentes (alcool/ópio)e o que estes fazem de nós; o que nós deixamos que “eles” façam; e o que nos acontece quando nós nos livramos deles. Tem passagens (lá mais para o fim) verdadeiramente emocionantes sobre a ligação a um vício: a dúvida, o desespero e a sensação de que tudo acabou. Lindos parágrafos!

Mesmo sendo uma personagem não muito forte em quase todos os “what if’s” de Orgulho e Preconceito (já agora… já o tinha visto, mas não lhe tinha prestado dado a devida atenção: http://www.youtube.com/watch?v=GPpfb3_EFtQ&feature=related) a Miss Darcy toma praticamente o center stage nesse volume e tem um papel de come together with her past que é muito humano. Demorado, mas humano.

Surgem novas personagens e, finalmente, vemos o Colonel Fitzwilliam apaixonado. É muito engraçado imaginá-lo assim (ele, o da versão de 1995: http://www.youtube.com/watch?v=KDtwzqfLIXk&feature=related – 6:10”). Pena é que, o livro acabe e fiquemos com a sensação que falta algo mais. Muito mais. A história que é iniciada no volume I é fechada. Mas eu fiquei a querer saber muito mais das restantes persongens: será que os primos vão se “apaixonar”? A minha dúvida mais persistente. 🙂

Por mais que eu queira, não dá para separar os dois volumes. Sugiro que leiam o volume I, em primeiro lugar, pois o contínuo da história do Vol. II, tem muito das suas causas no I.

Se vos apetecer …

https://thewayireadit.wordpress.com/2012/05/15/imperative_i-linda-wells/

ou

http://www.amazon.com/Imperative-Volume-Tale-Pride-Prejudice/dp/1468190636/ref=la_B001HO7GTQ_1_2?ie=UTF8&qid=1340046523&sr=1-2.

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