Monthly Archives: October 2012

Summer Reading

The Summer Reading Flowchart

Via Teach.com

Eu não tenho por hábito publicitar coisas para além de livros e da minha opinião sobre livros. Mas, não podia não fazer a devida menção a este site.

Este cartaz é muito bem conseguido e deveras interessante. Facilita a compreensão e objectos de leitura.

Gostei mesmo muito daí o fazer publicidade.

 

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CAPTAIN WENTWORTH’S PERSUASION, Regina Jeffers

Eu gosto da Regina Jeffers. Ela escreve de forma que nos leva a ansiar por algo mais, algo melhor e algo diferente dentro daquilo que conhecemos.

Esta versão é diferente das demais. Nesta, a Anne é mais espontânea e mais direta. O Wentworth é mais amoroso, mais humano. Nesta obra conhecemos o início da relação entre os dois e vemos como uma expressão, uma frase mal interpretada pode levar ao descalabro total e à perda de 8 anos de amor.

Nesta obra, podemos também ver o depois. O antes é emocionantemente colocado entre os capítulos do agora criando, assim, uma sensação de constante procura do que vai vir depois, mesmo que o depois não seja exatamente o que acabamos de ler.

Há personagens novas que demontrarão o carácter das nossas personagens principais e como elas se relacionam, ao passar dos anos. Devo-vos dizer que o Mr. Elliot, baronet, continua tão enervante e irritante quanto na versão orginal. Eu acho que ele é gay. Não desfavorecendo os gay, mas a mania dos espelhos, dos cremes e afins… hum, soa-me a, quanto muito, metrosexual. Enfim, é a minha visão do pobre coitado do barãozinho. Se bem que, a criatividade, bom gosto e a bondade que geralmente associo aos gays perde-se nesta persongem. Daí, perdoem-me a comparação.

A história lê-se bem. Está bem estruturada e segue-se o fio à meada, na perfeição. Devagarinho, com pistas subrectícias, vamos desvendando os meandros dos pensamentos do casal, separado há anos, e vamos conhecendo o discorrer dos dias e das emoções.

Vale a pena ler. 🙂

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CAPTAIN WENTWORTH HOME FROM THE SEA, Mary Lydon Simosen

A Novella

Este conto é simpático.

Eu sempre tive a noção de que algo poderia ser vivido de forma diferente se algo diferente acontecesse para que me coduzisse ao caminho alternativo. Este romance é isso.

Para além da premissa do romance original (uma segunda oportunidade, um come together depois de oito anos) este ainda tem outro twist: um deles perdeu a memória. O outro fará as honras da casa.

Tudo se torna diferente; tudo evolui como se espera, à exeção de Wentworth. Algo mudou e a visão dele do mundo também. Mas, ele, aprende a amar o que não sabia que amara antes; ele aprende a viver uma vida que não sabe sentir como mesmo sua. Ele, desde que começamos a ler a história, sente-se perdido entre o que se espera dele, o que ele quer e aquela sensação, aquele sonho.

 “Were you not able to make her out at all? Perhaps she is the chesnut-haired beauty of whom you wrote.”

 Como se espera, o avançar dos dias torna a diferença em algo bom. Faz-nos sentir em casa. O sentimento que fiquei após o ler foi o de “Tudo Bem!”. E, respirei fundo.

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TREADING WATER, Marie Force

Foi uma descoberta única. Não estava mesmo nada à espera que a história seguisse o rumo que tomou, nem que as personagens vivessem o tipo de história que viveram. Mas foi muito bom. Novos rumos ao rumo escolhido. É uma espécie de “E se?” e eu gosto demais desse tipo de situação. Que faria eu se… que faria eu se fosse homem (Jack) e se a minha esposa (Clare) tivesse um acidente duvidoso? Que faria eu com filhas crescidas e uma mulher em coma? Que faria eu se, nesse entretanto, conhecesse outra pessoa (Andi) e me apaixonasse e começasse uma vida com ela? Que faria eu quando, novamente, o destino me pregasse uma partida e tudo resurge do nada e torna tudo diferente do agora pacato? E se? Pois, é o que a Marie nos faz pensar.

Numa estrutura bem conseguida, com persongens fieis à sua própria caracterização, vamos entrar na vida desta família e vamos descortinar, em todas elas, um pessoa que nós conhecemos na realidade. Tem persongens para todos os gostos e feitios e, ainda, para satisfazer a curiosidade e os “e ses” de muita gente. Desde a criança, passando pela teenager, e chegando à adulta, o que não faltam são situações bem descritas e bem narradas, situações plausíveis e tocantes.

Tudo se desenrola a partir de um acidente. Tudo de move à volta de uma doente e do seu marido. A vida continua, mas o que acontece quando estamos em coma? Será que acordamos? O que fazer depois de tanto tempo à espera? O certo é que, para os que não estão em coma, a vida passa: o rio continua a correr debaixo da ponte mesmo se não o vemos passar.

O desfecho, é muito interessante e faz-nos pensar no que temos por garantido na nossa vida. È necessário ver que nem sempre o que é comum é o melhor para nós; que nem sempre o que escolhemos é o certo. Com a leitura deste livro, ganhamos perspectivas de vida. É um must!

Leiam-no com muita atenção, pois valerá muito, mas muito a pena!

Marie Force tornou-se, rapidamente, numa das minhas autoras favoritas!

I woke up today with three kids, and now I have six. (…) I had one, and now I have six.”

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DE NOME ESPERANÇA, Margarida Fonseca Santos

http://www.leya.com/gca/?id=388

Psicadélico!

O avançar da história, o registo narrativo e o diarístico(anual, para ser precisa) confunde, como se confundem as personagens/vozes com as nossas próprias vozes (que por vezes calamos).

Há, por vezes, passagens que me reportariam para a voz da própria escritora e os seus conflitos de escrita e não tanto como os conflitos de uma personagem no seu contexto ficcional. Mas, eu não conheço a escritora a esse nível, logo não posso inferir tal coisa. É apenas uma sensação que tenho.

Tem um desenrolar muito peculiar. Faz-nos pensar em tudo e ao mesmo tempo, faz-nos não querer pensar em nada. Tem um final lógico para o que se lê até lá. Eu não esperaria nada de diferente do que foi. Lembrem-mo-nos que nem sempre se é “doido” por vontade ou por maleitas mas sim por circunstâncias da vida. E, seremos, mesmo assim, “doidos” sem o termo ser o termo correcto.

Vale a pena ler! Mesmo! Põe-nos a pensar sobre o que esperar daquilo que nunca esperamos ou esperávamos. É a última a morrer…

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A FLOR DO DESEJO, Cherie Feather

Este já foi lido há algum tempo, e por isso a crítica vai ser o copy/paste do que escrevi na minha agenda, na altura. Mesmo tendo-o lido há muito ou há pouco tempo, não interessa. Para mim, o que interessa é o facto de eu ter escrito muito pouco sobre ele. Se eu gostasse mais, mais teria dito.

“Mandy e Jared vs. Atacar e Catherine. Descrições exaustivas e cansativas de um romance erótico. Muita referência sexual e ao sexo. Tem cama para caneco! Não gostei!

Não tem história e a que tem é muito torta. O facto de um personagem masculino ser o antepassado do outro e ter um diário que uma das personagens femininas vai à procura não é estrutura narrativa forte o suficiente para compensar o sexo (que, para mim, é descrito mais na categoria de pornográfico do que erótico).”

Eu, a ter escrito isso assim, é sinal que não gostei, mesmo! Perda de tempo!

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THE WHISTLE ECHOES, M. Liza Marte

Elizabeth Gaskells’ North and South continues… (http://en.wikipedia.org/wiki/North_and_South_%281855_novel%29).

Quando comprei esse livro (http://www.amazon.co.uk/s/ref=nb_sb_noss?url=search-alias%3Daps&field-keywords=The+Whistle+Echoes+[Kindle+Edition]) eu estava à espera de ver o romance a florescer; à espera de ver o Thorton ainda a duvidar de si e do que a mulher possa pensar ou sentir por ele. Continua a emburrar, a fazer beicinho e a ripostar por tudo quanto é sítio quando as coisas (ou a Margaret) não lhe correspondiam ao que ele desejava. Surprise, surprise!

Não posso dizer que não gostei. Gostei. A Margaret continua espirituosa, a Mrs. Thorton a mesma “general”, a Fanny as mesma tontinha e as restantes personagens ficam mais ou menos no mesmo registo. Todavia, o Thorton é que me surpreendeu. Eu ainda não sei se muito ou assim-assim. Ele continua dono e senhor das suas opiniões, desde que a mulher não esteja involvida no assunto; ele continua o patrão e todos o obecem, à parte da esposa; ele continua uma criança grande mas, desta feita, com um brinquedo novo. E que brinquedo: o corpo maravilhos, quasi endeusado da mulher. E, aí é que está o busílis da questão…

Eu não sou puritana. Não critico as cenas de sexo nem o uso do sexo para apimentar uma história. By all means! Mas, acho que este livro peca pela quantidade astronómica de cenas de sexo. Bolas! Qualquer coisa, sexo. Qualquer briga, sexo. Qualquer minuto sem trabalho, sexo. Sexo a torto e a direito. Menos mal é que as descrições estão bem conseguidas.

Peca um pouquinho pelo óbvio das soluções, mas inova pelo assunto da Fanny. Isso sim, lufada de ar fresco. Foi muito bom aparecer o tema de infidelidade e de adição ao jogo da forma como foi colocada e as reações também. Por isso, parabéns M. Liza Marte!

No geral, se qualificasse um livo à laia de teste dos meus alunos, esta obra levaria, de 0 a 20, um 13.

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