Category Archives: JaneAusten's

Comment on all considered Victorian Era

FIRE AND CROSS, Enid Wilson

Pride and Prejudice with a mysterious twist

“Where will I find this gentleman and his daughter? How long shall I search for them before I give up? What if I meet another woman I love instead? Am I to give up mu future for my father’s moment of … insanity? Weakness?”

Estas não são as primeiras palavras da obra, mas dá perfeitamente para ver quem é que as diz, sobre o quê vai narrar a autora, sobre as dúvidas do persongem e sobre o enredo que estamos prestes a fazer parte. É uma boa frase para decifrar. Tem todos os elementos que precisamos para decifrar a escrita da Enid Wilson.

Entre as inúmeras versões do O&P, entre as várias hipóteses e os vários “ses” esta tem uma diferença que, a meu ver, explica a relação da Lizzy com os pais e vice-versa.

Tem cenas semelhantes à história original e a outras versões. De alguma forma, acaba-se por não poder fugir muito pois aquilo que cada um retira à versão original, é, por muito diversa, também muito semelhante. Mas, mesmo assim, a autora fez desta história, a sua. É interessante e bem escrita. A narrativa está bem fluída e tem lógica. Gostei.

Vale a pena!

Advertisements

Leave a comment

Filed under JaneAusten's, On my devices

CAPTAIN WENTWORTH’S PERSUASION, Regina Jeffers

Eu gosto da Regina Jeffers. Ela escreve de forma que nos leva a ansiar por algo mais, algo melhor e algo diferente dentro daquilo que conhecemos.

Esta versão é diferente das demais. Nesta, a Anne é mais espontânea e mais direta. O Wentworth é mais amoroso, mais humano. Nesta obra conhecemos o início da relação entre os dois e vemos como uma expressão, uma frase mal interpretada pode levar ao descalabro total e à perda de 8 anos de amor.

Nesta obra, podemos também ver o depois. O antes é emocionantemente colocado entre os capítulos do agora criando, assim, uma sensação de constante procura do que vai vir depois, mesmo que o depois não seja exatamente o que acabamos de ler.

Há personagens novas que demontrarão o carácter das nossas personagens principais e como elas se relacionam, ao passar dos anos. Devo-vos dizer que o Mr. Elliot, baronet, continua tão enervante e irritante quanto na versão orginal. Eu acho que ele é gay. Não desfavorecendo os gay, mas a mania dos espelhos, dos cremes e afins… hum, soa-me a, quanto muito, metrosexual. Enfim, é a minha visão do pobre coitado do barãozinho. Se bem que, a criatividade, bom gosto e a bondade que geralmente associo aos gays perde-se nesta persongem. Daí, perdoem-me a comparação.

A história lê-se bem. Está bem estruturada e segue-se o fio à meada, na perfeição. Devagarinho, com pistas subrectícias, vamos desvendando os meandros dos pensamentos do casal, separado há anos, e vamos conhecendo o discorrer dos dias e das emoções.

Vale a pena ler. 🙂

Leave a comment

Filed under JaneAusten's, On my devices

CAPTAIN WENTWORTH HOME FROM THE SEA, Mary Lydon Simosen

A Novella

Este conto é simpático.

Eu sempre tive a noção de que algo poderia ser vivido de forma diferente se algo diferente acontecesse para que me coduzisse ao caminho alternativo. Este romance é isso.

Para além da premissa do romance original (uma segunda oportunidade, um come together depois de oito anos) este ainda tem outro twist: um deles perdeu a memória. O outro fará as honras da casa.

Tudo se torna diferente; tudo evolui como se espera, à exeção de Wentworth. Algo mudou e a visão dele do mundo também. Mas, ele, aprende a amar o que não sabia que amara antes; ele aprende a viver uma vida que não sabe sentir como mesmo sua. Ele, desde que começamos a ler a história, sente-se perdido entre o que se espera dele, o que ele quer e aquela sensação, aquele sonho.

 “Were you not able to make her out at all? Perhaps she is the chesnut-haired beauty of whom you wrote.”

 Como se espera, o avançar dos dias torna a diferença em algo bom. Faz-nos sentir em casa. O sentimento que fiquei após o ler foi o de “Tudo Bem!”. E, respirei fundo.

Leave a comment

Filed under JaneAusten's, On my devices

THE SHEIK OF ARABY, Lavinia Angell

Pride and Prejudice in the desert… uuuhhh!!!

Associar um dos meus livros favoritos a um dos meus filmes favoritos e tê-los, aos dois, num só, é um sonho tornado realidade. E, esta obra fez esse obséquio. Digo-vos já que adorei-o. Havia uma professora minha que disse que só se adoram os santos. Bem, sendo assim, e eu que não sou religiosa, vou fazer deste livro um santo, por que eu adorei-o.

Está muito bem escrito. Tem personagens convincentes. Tem história plausivel e credível. Tem ambientes lindos (ou consigo imaginar que o são). Tem um enredo que, mesmo seguindo a história original, é diferente. Muito giro ver como a autora fez esses twists. Gostei mesmo muito. Um dos meus favoritos, quando se fala em continuções ou em “e ses” da obra genial da Jane Austen. Muito bom!

Já o reli umas três vezes, e para fazer esta minha crítica, estou a lê-lo novamente. Hum… que bom!

Bem, vamos ao que interessa… personagens, são as mesmas. A Elizabeht está em Biskra com os tios e com o chatíssimo Mr. Collins. A intensão é atravessar o deserto para chegar a Marrocos. Aí, a identidade desafiadora da Elizabeth já começa a pôr as manguinhas de fora.

“To Elizabeth, there was nothing scandalous about a lone female venturing into the desert.”

A relação dela com os pais, estava na mesma: preferida de um, preterida pela outra. A proposta do primo também está cá. O sheik é, claro, o Darcy… HUM HUM!!! E que sheik! O Wickham também, Sra. Reynolds também (se bem que noutra pele) e, o elemento que fez desencadear toda a história no original: os olhos da Lizzy que prendem o galã, numa altura em que o comportamento dela deixava a desejar e as palavras dele a marcava para sempre.

He towered above the rest, tall and dark, his physical strength and grace of movement undeniable. (…) He waslaughing loudly with his men, white teeth gleaming from the most hadsome face Elizabeth had ever beheld.(…) The piercing gaze of the sheik fell upon her at once, and Elizabeth felt the color rise to her face. (…) ‘She may captivate you Yusef, but she is certainly not hadsome enough to tempt me’.”

Depois, há conversa aqui, trocadilho ali e a viagem começa e começam os trabalhos para a Elizabeth. Mas, as descrições, as narrações são muito boas! Quando ela se apercebe que pouca sorte lhe reservou o destino, começa a entregar-se às areias das tendas do Sheik. O tempo foi passando, os desentendimentos surgindo, as acusações acontecendo em catapulta. Mais um rapto. Mas um desentendimento e tudo começa a fazer sentido. E tudo começa a desmoronar para aquilo que Elizabeth queria. Chegamos a um ponto em que vemos que o Darcy existe mesmo e está na história tão vivo quanto o Sheik. E a história ainda faz mais sentido.

Depois, é o momento de partir. De deixar partir. Ihhhhhh… tadinho! Mas é muito comovente!

‘Forgive me, Sir,’ Elizabeth replied, chastened. ‘It is only that I had not expected to see you.’

‘The day has arrived.’”

Recomendo vivamente este livro!

Well done! Well done, indeed!

Leave a comment

Filed under JaneAusten's, On my devices

HONOR AND HOPE, Regina Jeffers

Quando comprei este livro, a minha expetativa era enorme. Não só pela autora (eu gosto muito da Regina Jeffers (http://www.rjeffers.com/) mas porque eu associei ao novo filme: http://www.amazon.com/Modern-Pride-Prejudice-Bonnie-Mae/dp/B009EI993S/ref=sr_1_6?s=movies-tv&ie=UTF8&qid=1349620712&sr=1-6&keywords=a+modern+pride+and+prejudice.

E, a história começa bem. Deixa-nos em pulgas para saber por que cargas de água a Lizzy diria algo como “Don’t come near me.” Logo no iníco??? What the hell!! Que fez o Darcy desta vez? E, depois há um recuo na ação e vemos como eles se conheceram. Vamos ver semelhanças entre a obra original Orgulho e Preconceito da Jane Austen (http://en.wikipedia.org/wiki/Pride_and_Prejudice). Mas esta versão também é saborosa… de outra forma. A narrativa estava a ir muito bem, até os encontros e desencontros do Darcy e da Elizabeth começarem. Percebo o afastamento, mas não gostei dos avanços e recuos da Lizzy, dos anos que passaram sem se verem nem as dúvidas constantes, muito menos as razões não muito plausíveis que ela, Elizabeth, dá. O pior, é o segredo. Deus, como eu compreendo o Darcy! Eu dava-lhe tantas, mas tantas! Ahhhrrr!!!!

Uma coisa é certa, pode não ser a narrativa mais conseguida da Regina, mas garanto-vos que as emoções nós as vivemos todas! Mesmo que não concordemos com as ações/reações das personagens (sabe-se lá o que vai na cabeça delas ou da autora) conseguimos sentir (eu senti!) a alegria, a paixão, o amor, a raiva, o desepero e o ciúme. E o carinho? Oh my God! O carinho do Darcy pelas personagens mais novas… é tremendo e reconhece-se o good old Darcy da Jane Austen.

No geral, not bad! 😉

Leave a comment

Filed under JaneAusten's, On my devices

THE JOURNEY, Jan Hahn

Confesso que quando ouvi falar deste livro, a coisa não me apeteceu assim para o muito. Mas, era mais um e, como tenho aprendido ultimamente, é apenas mais uma oportunidade para… neste caso, conhecer novas personagens e uma nova autora. Ainda bem que o fiz.

Começa já com o “elemento perturbador da ação” ocorrido. Por um motivo lógico, dentro da história original, Mr. Darcy está na mesma carrugem que a Lizzy. Tudo bem, até aí. Diálogos interessantes, momentos um tanto constrangedores mas tudo dentro daquilo que conhecemos da Jane Austen. O mais emocionante é ver a carruagem a ser assaltada, o Darcy a ser protetor e a afirmar que era casado com a Lizzy. Aí começa a dança viva das pretenções e do começo da afinidade entre os nosso queridíssimos personagens. E, claro, ao bom jeito de uma história entre estes dois, desenganos e mal entendidos e disse que me disse quanto baste. Mas o Darcy tem o seu momento de heroismo e ela o de perdão. É lindo, quando eles se reencontram. E, astuto também! Nenhuma das personagens desilude aquilo que nós temos como delas.

“I knew that what I was doind was wrong, unacceptable, and improper, but I no longer cared about what was right, acceptable or within the rules of propriety. Londo society had already shunned me. What was one more transgression?”

“One cannot help whom one loves. If your heart is his, then…’ His voice died away, as though he had given up, that the attempt to speak was too much for him.” capítulo 14 do livro. Podem ler algo em: http://www.amazon.com/The-Journey-ebook/dp/B007N73IOI/ref=sr_1_1?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1340132679&sr=1-1&keywords=the+journey

Habitualmente, eu gosto de saber do aftermatch da obra em questão, esta… foi surpreendente. A conversa da Lizzy com o filho e a “coincidência” foram muito nicely played. Mostram a evolução do mundo e, claro, da própria história.

Vale muita pena o dinheiro e o tempo que se lhe investe. É um livro para guardar e reler, frequentemente!

Um dos meus favoritos, garantidamente!

Leave a comment

Filed under JaneAusten's

IMPERATIVE_II, Linda Wells

Neste segundo volume, continua-se a ler o mesmo ritmo e a mesma linha da ação que no primeiro. Uma boa parte da história desenrola-se na Escócia e depois no regressoa a casa, à nossa adorada Pemberley.

Em toda a narrativa, vê-se bem a construção do pensamento do Darcy e da Lizzy. Sentem-se as angústias deles dois de uma forma tremenda. Eu, pelo menos, senti. Vê-se também de onde vem, afinal, o tão famoso orgulho Darcy. It defenitely runs in the family. 🙂

A estrutura que é montada entre o passado e o presente, entre uma ação e as suas consequências. Ve-se, neste volume, esses temas muitíssimo bem retratados. Ao par destas frustrações/dores/arrependimentos/“e ses?” surge a questão de doenças ligadas a vícios diferentes (alcool/ópio)e o que estes fazem de nós; o que nós deixamos que “eles” façam; e o que nos acontece quando nós nos livramos deles. Tem passagens (lá mais para o fim) verdadeiramente emocionantes sobre a ligação a um vício: a dúvida, o desespero e a sensação de que tudo acabou. Lindos parágrafos!

Mesmo sendo uma personagem não muito forte em quase todos os “what if’s” de Orgulho e Preconceito (já agora… já o tinha visto, mas não lhe tinha prestado dado a devida atenção: http://www.youtube.com/watch?v=GPpfb3_EFtQ&feature=related) a Miss Darcy toma praticamente o center stage nesse volume e tem um papel de come together with her past que é muito humano. Demorado, mas humano.

Surgem novas personagens e, finalmente, vemos o Colonel Fitzwilliam apaixonado. É muito engraçado imaginá-lo assim (ele, o da versão de 1995: http://www.youtube.com/watch?v=KDtwzqfLIXk&feature=related – 6:10”). Pena é que, o livro acabe e fiquemos com a sensação que falta algo mais. Muito mais. A história que é iniciada no volume I é fechada. Mas eu fiquei a querer saber muito mais das restantes persongens: será que os primos vão se “apaixonar”? A minha dúvida mais persistente. 🙂

Por mais que eu queira, não dá para separar os dois volumes. Sugiro que leiam o volume I, em primeiro lugar, pois o contínuo da história do Vol. II, tem muito das suas causas no I.

Se vos apetecer …

https://thewayireadit.wordpress.com/2012/05/15/imperative_i-linda-wells/

ou

http://www.amazon.com/Imperative-Volume-Tale-Pride-Prejudice/dp/1468190636/ref=la_B001HO7GTQ_1_2?ie=UTF8&qid=1340046523&sr=1-2.

Leave a comment

Filed under JaneAusten's